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ARTE & LITERATURA

Dia Nacional do Livro: 50 títulos LGBT+ para ter na estante

50 livros LGBTQIA+ para ter na estante

Não sabe por onde começar sua próxima leitura? Pois não importa se você é fã de romance, história, thriller ou biografias, neste Dia Nacional do Livro, comemorado em 29 de outubro, nós preparamos uma lista com 50 títulos LGBTQIA+ imperdíveis que atravessam gêneros, épocas e fronteiras em um vasto universo literário.

Na seleção, estão reunidos clássicos da literatura e da teoria queer, romances que marcaram gerações, contos poderosos e biografias inspiradoras. Entre os nomes, figuram autores como Oscar Wilde, Audre Lorde, João Silvério Trevisan, Camila Sosa Villada, Édouard Louis, Haruki Murakami e muitos outros.

Confira a lista completa abaixo.

BIOGRAFIAS E INSPIRADOS EM CASOS REAIS

Maggie Nelson mergulha na intimidade do amor e da maternidade, atravessando fronteiras de gênero e desejo ao lado de Harry Dodge, artista de identidade fluida. Entre memórias, perguntas e diálogos com pensadores como Susan Sontag e Roland Barthes, Nelson transforma sua história em reflexão universal. A obra venceu o National Book Critics Circle Award em 2015 e foi escolhido como um dos livros do ano pelo New York Times. Compre aqui pelo site da editora.

"Argonautas", de Maggie Nelson
“Argonautas”, de Maggie Nelson

Inspirado por sua própria história, o jornalista Fred Itioka entrevistou mais de 100 homens gays sobre seus relacionamentos com os pais. A partir dessas experiências, convidou os entrevistados a escreverem cartas imaginárias, expressando tudo aquilo que gostariam de dizer. Compre aqui pelo site da editora.

“Cartas Fora do Armário”, de Fred Itioka

Confissões de uma Máscara narra a história de Koo-chan, um adolescente no Japão do entreguerras que descobre sua homossexualidade em meio a fantasias que combinam desejo, violência e morbidez. Para sobreviver socialmente, ele esconde sua verdadeira natureza atrás de uma máscara de normalidade, mas os conflitos internos entre seus impulsos e os padrões convencionais o acompanham intensamente.

Publicado originalmente em 1949, o romance autobiográfico é considerado uma das obras-primas de Yukio Mishima, oferecendo um retrato profundo da descoberta da sexualidade em um período histórico. Compre aqui pelo site da editora.

“Confissões de uma Máscara”, de Yukio Mishima

Publicado anteriormente como O parque das irmãs magníficas, As Malditas é um romance potente sobre a busca por pertencimento, identidade e felicidade, mesmo em meio à violência e ao preconceito. Inspirando-se em experiências reais, Camila Sosa Villada narra a trajetória de sua personagem desde a infância no interior argentino, marcada por um pai violento e ameaças constantes, até a vida em Córdoba, onde conhece travestis e trabalhadoras sexuais do parque Sarmiento, descobrindo que, apesar das adversidades, a vida também pode ser celebrada.. Compre aqui pelo site da editora.

“As Malditas”, de Camila Sosa Villada

Pageboy traz a autobiografia de Elliot Page, revelando os bastidores de uma infância sob os holofotes, o sucesso estrondoso de Juno e a pressão de corresponder às expectativas da indústria cinematográfica. Entre críticas, abusos e a necessidade de se encaixar em padrões binários, Elliot lida com conflitos íntimos sobre sexo, amor, traumas e identidade, tentando encontrar um espaço seguro para ser ele mesmo. Compre aqui pelo site da editora.

“Pageboy”, de Elliot Page

Herbert Daniel foi uma figura central na luta pela democracia no Brasil, integrando grupos de esquerda como Polop, Colina, VAR-P e a VPR, ao lado de nomes como Carlos Lamarca. Mas sua militância política convivia com a repressão à própria homossexualidade, vivida como um “exílio interno” até que, em seu segundo exílio na Europa nos anos 1970, pôde finalmente assumir seu relacionamento com Cláudio Mesquita, o amor de sua vida.

Em Revolucionário e gay, o historiador James N. Green reconstrói a trajetória de Herbert, desde a militância armada e o exílio até a participação em movimentos sociais pela defesa dos direitos humanos, ambientais e LGBTQIA+, incluindo a luta contra a discriminação de pessoas com HIV/aids. Compre aqui pelo site da editora.

“Revolucionário e gay: A extraordinária vida de Herbert Daniel”, de James N. Green

Ambientado no período marcado pela chegada da epidemia de AIDS ao Brasil, Sangue Neon traça uma narrativa intensa, misturando figuras da noite, salas de aeroporto, quartos de hospital e casas do subúrbio. As histórias de personagens que jamais se encontrariam se entrelaçam, formando uma trama luminosa em meio à escuridão, que reflete os desafios e transformações da sociedade, da política e da saúde no país. Compre aqui pelo site da editora.

“Sangue Neon”, de Marcelo Henrique Silva

Viagem Solitária, de João W. Nery, narra a corajosa trajetória do primeiro homem trans a realizar uma cirurgia de redesignação sexual no Brasil, em 1977. Entre incompreensão, luta e superação, o livro revela a jornada de um sujeito que, nascido em um corpo que não correspondia à sua identidade, encontrou coragem para se afirmar, reconstruir sua vida e se tornar pai, deixando um legado inspirador para milhares de pessoas.

“Viagem Solitária”, de João W. Nery

Publicado originalmente em 1982, Zami, de Audre Lorde, narra os primeiros 23 anos da vida da autora em uma biomitografia — fusão de autobiografia e ficção que revela sua trajetória até a “casa de si mesma”. Entre memórias de infância, adolescência e juventude, o livro explora a descoberta do mundo, do amor homossexual e da identidade negra e lésbica, sempre em conexão profunda com outras mulheres que marcaram sua vida. Compre aqui pelo site da editora.

“Zami: Uma nova grafia do meu nome, uma biomitografia”, de Audre Lorde

CLÁSSICOS

Em uma prisão argentina, Molina, um vitrinista gay egocêntrico e encantador, divide a cela com Valentín, um revolucionário dogmático, assombrado pelas lembranças de uma mulher que abandonou em nome da luta política. À noite, entre o silêncio da prisão em Buenos Aires, os dois conversam longamente, criando uma intimidade improvável em meio à dureza da vida carcerária.

Escrito por Manuel Puig, O Beijo da Mulher-Aranha é uma obra-prima sobre amor, política e resistência, já tendo sido adaptado duas vezes para o cinema: a primeira em 1985, por Hector Babenco e recentemente em 2025, sob direção de Bill Condon. Compre aqui pelo site da editora.

“O Beijo da Mulher-Aranha”, de Manuel Puig

Bom Crioulo é um marco do romance naturalista brasileiro, retratando o Brasil do século XIX. Na história construída por Adolfo Caminha, Amaro é um escravo foragido, que encontra na Marinha a realização de seu sonho de liberdade. Lá, conhece Aleixo, deixando surgir um intenso vínculo marcado por desejo e tragédia.

Ao abordar a relação homoafetiva entre um homem negro e um branco, o romance provocou polêmica na época de sua publicação e permanece como uma obra essencial para compreender as tensões sociais e raciais do Brasil oitocentista. Compre aqui pelo site da editora.

“Bom Crioulo”, de Adolfo Caminha

Lançado nos anos 1950, originalmente como originalmente The Price of Salt, este romance de Patricia Highsmith marcou época ao retratar com delicadeza e coragem do amor entre duas mulheres que desafiam as convenções de seu tempo: Therese Belivet, uma jovem vendedora em uma loja de departamentos e Carol Aird,mulher mais velha, recém-divorciada e mãe de uma menina.

Carol foi adaptado para o cinema em 2015 por Todd Haynes, com Cate Blanchett e Rooney Mara nos papéis principais, conquistando novos fãs e mantendo presente a sua relevância. Compre aqui pelo site da editora.

“Carol”, de Patricia Highsmith

Clássico da literatura moderna, Um Homem Só retrata a solidão e o envelhecimento de um homem gay. George, professor inglês de meia-idade, tenta reconstruir sua vida na ensolarada Califórnia dos anos 1960 após a morte trágica de seu jovem parceiro. Entre tristeza e raiva, ele observa o mundo com desejo e sensibilidade, encantando-se com a beleza dos corpos masculinos, mas impedido de viver plenamente pelo ambiente repressivo da época. Compre aqui pelo site da editora.

“Um Homem Só”, de Christopher Isherwood

Vencedor do Pulitzer em 2003 e eleito um dos melhores livros do século XXI pelo The New York Times, Middlesex, de Jeffrey Eugenides – mesmo autor de As Virgens Suicidas -, é um épico intergeracional narrado por Calíope Stephanides, uma personagem intersexual. A história atravessa três gerações da família greco-americana Stephanides, desde a imigração de seus avós das encostas do Monte Olimpo para Detroit até os conflitos sociais da década de 1960 nos Estados Unidos. Compre aqui pelo site da editora.

“Middlesex”, de Jeffrey Eugenides

Obra de estreia do escritor francês Jean Genet, Nossa Senhora das Flores é um marco da literatura queer e da autoficção. Escrito durante uma das passagens do autor pelas prisões francesas, o livro nasce de suas memórias e obsessões íntimas, acompanhando um universo onde o autor cria personagens e cenários que desafiam convenções sociais. Compre aqui pelo site da editora.

“Nossa Senhora das Flores”, de Jean Genet

Clássico absoluto da literatura, Orlando foi publicado originalmente em 1928 e até hoje atravessa as fronteiras entre os gêneros. Nascido em uma família abastada da Inglaterra elisabetana, Orlando experimenta uma transformação extraordinária ao acordar com um corpo feminino durante uma viagem à Turquia. Dotado de imortalidade, percorre mais de três séculos, vivenciando guerras, debates filosóficos, maternidade e aventuras cotidianas, enquanto suas ambiguidades são exploradas com inteligência e sensibilidade pela prosa lírica de Virginia Woolf. Compre aqui pelo site da editora.

“Orlando”, de Virginia Woolf

Clássico moderno da literatura, O Quarto de Giovanni, de James Baldwin, narra o encontro entre David, um jovem americano, e Giovanni, um garçom italiano, em Paris. Publicado em 1956, o romance acompanha David enquanto aguarda sua namorada, Hella, na Espanha, e se vê confrontado por sentimentos inesperados e uma paixão intensa por Giovanni, explorando as complexidades do amor e da identidade bissexual. Compre aqui pelo site da editora.

“O Quarto de Giovanni”, de James Baldwin

Queer, de William S. Burroughs, é um marco da literatura beat que mergulha na crise de abstinência das drogas e na paixão obsessiva homossexual de seu alter ego, William Lee. Escrito em 1952, o livro só foi publicado mais de três décadas depois devido à sua explícita temática homoerótica, e inspirou o filme de Luca Guadagnino, lançado em 2024, com Daniel Craig no papel principal. Compre aqui pelo site da editora.

“Queer”, de William S. Burroughs

No fim do século XIX, Dorian Gray é jovem, belo e encantador. Ao se deparar com o próprio retrato, faz um desejo que mudará sua vida para sempre: permanecer eternamente jovem, enquanto a pintura envelhece e registra todos os seus excessos.

Mais do que uma história de beleza e decadência, o romance de Oscar Wilde é um marco da literatura ocidental. Escandaloso em sua época, provocou debates sobre moralidade, sexualidade e o papel da arte, e segue sendo estudado e lido até hoje. Compre aqui pelo site da editora.

“O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde

As Traças, da prolífica e censurada autora Cassandra Rios, aborda com coragem um tema que, na época de seu lançamento, era quase invisível na sociedade brasileira: o amor entre mulheres.

Na história, acompanhamos Andréa, a protagonista, em sua jornada de autodescobrimento e afirmação, enquanto aprende a navegar pelas complexidades do amor e da sociedade.

“As Traças”, de Cassandra Rios

CONTOS, CRÔNICAS E POESIAS

Vencedor do Prêmio Jabuti em 2016 e traduzido para diversos países, Amora, de Natália Borges Polesso, é uma celebração das múltiplas formas do amor entre mulheres. Em 33 contos, a autora constrói um mosaico de desejos, ternura, caos e liberdade, revelando protagonistas complexas que nos convidam a refletir sobre as experiências femininas e lésbicas em toda a sua diversidade. Compre aqui pelo site da editora.

“Amora”, de Natália Borges Polesso

Em Êxtase e Outros Contos, Katherine Mansfield, autora reverenciada por Virginia Woolf, Clarice Lispector e Ana Cristina César, explora a complexidade do cotidiano e os detalhes que revelam conflitos profundos. A coletânea reúne cinco contos (“Êxtase”, “Aula de canto”, “As filhas do falecido coronel”, “A vida de Ma Paker” e “Festa no jardim”) em que pessoas comuns enfrentam desejos, perdas e emoções intensas. Compre aqui pelo site da editora.

“Êxtase e Outros Contos”, de Katherine Mansfield

A obra mais célebre de Caio Fernando Abreu reúne dezoito contos que transpiram angústia, desassossego e o estilo confessional que consagrou o autor como uma das vozes mais radicais e combativas da literatura brasileira. Publicado em 1982, no contexto da transição para a redemocratização, o livro captura as inconstâncias humanas e os dilemas íntimos de personagens que buscam sentido em meio ao caos social e emocional de sua época. Compre aqui pelo site da editora.

“Morangos Mofados”, de Caio Fernando Abreu

Poco Hombre é a antologia definitiva de Pedro Lemebel, um dos escritores e ativistas queer mais criativos e radicais do século XX. Símbolo da resistência à ditadura chilena e da dissidência sexual, Lemebel transformou e a escrita em arma contra o poder instituído, tornando-se uma voz essencial da contracultura latino-americana desde os anos 1980. Compre aqui pelo site da editora.

“Poco Hombre”, de Pedro Lemebel

Em A Tradição, Jericho Brown usa a poesia como resistência e celebração, afirmando o corpo negro e gay como território de memória, desejo e luta. Premiado com o Pulitzer em 2020, o livro mistura soneto e blues para dar voz à intimidade e aos perigos da vida cotidiana.  Compre aqui pelo site da editora.

“A Tradição”, de Jericho Brown

FICÇÃO

As Aventuras da China Iron, de Gabriela Cabezón Cámara, reimagina o épico Martín Fierro sob uma perspectiva feminista e moderna. O livro acompanha Iron, mulher mestiça que foge do marido acompanhada de sua cadela Estreya, e atravessa a pampa argentina até encontrar Liz, uma inglesa com quem viverá novas experiências. A obra causou grande repercussão na Argentina e foi finalista do International Booker Prize em 2020. Compre aqui pelo site da editora.

“As Aventuras da China Iron”, de Gabriela Cabezón Cámara

Em um futuro moldado por guerras que atravessam o tempo e o espaço, duas agentes de facções inimigas se esbarram em meio ao caos. Blue e Red foram criadas para lutar, não para sentir — até que uma carta deixada entre as cinzas de um mundo destruído muda tudo. É Assim que se Perde a Guerra do Tempo, de Amal El-Mohtar e Max Gladstone, é uma narrativa  arrebatadora sobre desejo, destino e as pequenas faíscas de humanidade capazes de incendiar o infinito. Compre aqui pelo site da editora.

“É Assim que se Perde a Guerra do Tempo”, de Amal El-Mohtar e Max Gladstone

Lançado em 2014, quando Édouard Louis tinha apenas 22 anos, O Fim de Eddy retrata a infância e o início da adolescência de um garoto gay em uma pequena cidade operária no norte da França. Misturando ficção, ensaio e autobiografia, o livro de um dos principais autores do século XXI revela com sinceridade os desafios de crescer em um ambiente hostil e conservador. Compre aqui pelo site da editora.

“O Fim de Eddy”, de Édouard Louis

Stevie e Nora sempre sonharam em viver o próprio amor sem medo. Prestes a deixar a cidade pequena e conservadora onde cresceram, elas planejam começar uma nova vida na Califórnia, até que um acidente muda tudo. Quando desperta, Stevie não se lembra dos últimos dois anos: esqueceu seus planos, sua descoberta pessoal e, o mais doloroso de tudo, esqueceu Nora.

Lembre-se de Nós, estreia solo de Alyson Derrick, é um romance comovente sobre identidade, memória e a força do amor que insiste em reencontrar seu caminho, mesmo quando tudo parece perdido. Compre aqui pelo site da editora.

“Lembre-se de Nós”, de Alyson Derrick

Em um hotel no interior da França, um encontro inesperado faz Philippe reviver o seu primeiro amor. O jovem que surge diante dele lembra Thomas, o garoto com quem viveu um romance secreto no último ano do Ensino Médio em 1984. Entre encontros às escondidas e olhares cúmplices, a paixão se desenrola sabendo que o fim é inevitável quando as aulas terminarem.

Em Mentiras que ContamosPhilippe Besson retrata com sensibilidade a intensidade de um amor juvenil, explorando a ternura, o erotismo e a saudade que permanecem quando a verdade sobre nós mesmos não é plenamente vivida.

“Mentiras que Contamos”, Philippe Besson

K. ama Sumire, sua melhor amiga desde sempre, mas ela não repara nele. Sumire, escritora e leitora voraz, vive completamente imersa em seu mundo literário, até que Miu entra em sua vida. Empresária bem-sucedida e casada, Miu desperta em Sumire uma paixão intensa e inesperada, que a leva a mergulhar em uma armadilha emocional que parece não ter saída.

Minha Querida Sputnik é mais uma das grandes obras de Haruki Murakami, que transforma um triângulo amoroso incomum em uma narrativa inesquecível sobre os limites do desejo e da amizade.

“Minha Querida Sputnik”, de Haruki Murakami

Neca: Romance em Bajubá acompanha a trajetória de uma travesti profissional do amor que revisita sua vida sexual e afetiva. Ao reencontrar um antigo amor mais jovem, que começa a trabalhar nas ruas, a protagonista entrelaça memórias de suas experiências como prostituta no Brasil e na Europa, refletindo sobre desejos, descobertas e sonhos não realizados.

Escrito inteiramente em bajubá, o livro mistura narrativa e literatura, resgatando obras e autores do cânone com a vivência da rua como lente de interpretação. Compre aqui pelo site da editora.

“Neca: Romance em Bajubá”, de Amara Moira

Em meio à atmosfera opressiva da América dos anos 1950, Lily Hu, uma jovem sino-americana de dezessete anos, tenta compreender os sentimentos que florescem dentro de si. Tudo muda quando ela cruza o letreiro de neon do Telegraph Club, um bar lésbico em São Francisco, ao lado de Kathleen Miller. Ali, sob as luzes vibrantes e o som do jazz, Lily descobre uma nova forma de liberdade e o preço de reivindicá-la. Compre aqui pelo site da editora.

“A Noite Passada no Telegraph”, de Malinda Lo

Aos 71 anos, Raimundo decide aprender a ler e escrever, revisitando memórias do sertão, os conflitos familiares e a dor do ocultamento de sua sexualidade. Entre lembranças de Cícero, o amor perdido, e novas relações construídas ao longo da vida, ele busca ressignificar seu destino. Com sensibilidade e narrativa magnética, A Palavra que Resta é um romance sobre memória e a força transformadora da linguagem. Compre aqui pelo site da editora.

“A Palavra que Resta”, de Stênio Gardel

Em Quarto Aberto, Tobias Carvalho explora os altos e baixos do amor e da sexualidade na era dos aplicativos e da exposição constante. Artur, jovem gay e drag queen nas noites da cidade, vê sua rotina virar de cabeça para baixo quando reencontra Eric, seu antigo amor, agora em um relacionamento aberto. Compre aqui pelo site da editora.

“Quarto Aberto”, de Tobias Carvalho

Aclamado como um dos grandes romances gay contemporâneos, O que te pertence segue um professor americano em Sófia, Bulgária, que, em um dia de outono excepcionalmente quente, conhece Mitko, um jovem carismático que cobra por sexo. Ao mesmo tempo, o protagonista enfrenta seu próprio passado: a rejeição da família e amigos, suas experiências formadoras de amor e o crescimento como homem gay nos Estados Unidos dos anos 1990. Compre aqui pelo site da editora.

“O que te pertence”, de Garth Greenwell

Mídia

No século XVII, a homossexualidade era um crime severamente punido, e Delgado, um violeiro de Évora, acaba sendo exilado para o Brasil por sodomia. Entre viagens forçadas e castigos, ele tenta apagar seu passado e se reinventa como comerciante em Salvador, vivendo um casamento de fachada e se entregando aos prazeres com os jovens que encontra pelo caminho. Compre aqui pelo site da editora.

“Sodomita”, de Alexandre Vidal Porto

Uma vida pequena é um épico moderno sobre amizade, amor e os limites da resistência humana. Na história, acompanhamos quatro jovens que deixam uma pequena faculdade de Massachusetts rumo a Nova York, carregando sonhos, ambições e a própria juventude. Willem, JB, Malcolm e Jude formam um laço que se aprofunda com o tempo, atravessando sucesso, vícios, orgulho e, sobretudo, a complexidade de suas próprias memórias. Compre aqui pelo site da editora.

“Uma Vida Pequena”, de Hanya Yanagihara

HISTÓRIA LGBTQIA+ NO BRASIL

Recém lançado, A audácia dos invertidos mergulha no Rio de Janeiro das décadas de 1950 a 1990, revelando uma cidade vibrante e transgressora onde a comunidade LGBTQIA+ ousou existir, amar e criar mesmo sob a mira do preconceito e da repressão. Rodrigo Faour reconstrói essa história por meio de jornais, revistas, relatos de personagens anônimos e de figuras marcantes, resgatando amores, sofrimentos e conquistas que a história oficial silenciou. Compre aqui pelo site da editora.

“A Audácia dos Invertidos”, de Rodrigo Faour

Relançado 35 anos após sua primeira edição, Babado Forte, de Erika Palomino, é um mergulho no universo das noites urbanas brasileiras, documentando a cena clubber dos anos 1990 e seu impacto cultural duradouro. Na nova versão ampliada e atualizada, a autora revisita personagens e manifestações originais, trazendo mais de 70% de conteúdo inédito e ampliando o olhar para cidades como São Luís, Belém, Recife e Salvador. Compre aqui pelo site da editora.

“Babado Forte”, de Erika Palomino

Bate-Estaca narra o surgimento e a consolidação da cena eletrônica em São Paulo entre os anos 1980 e 2000. Combinando pesquisa de campo, entrevistas e memória, Camilo Rocha acompanha a ascensão dos clubes históricos da cidade, como Nation, Toco e Overnight, passando pelo Hell’s Club e pelas raves nos anos 1990, até os megafestivais de música eletrônica dos anos 2000. DJs, clubbers e drag queens protagonizam uma narrativa que transforma a noite em um espaço de inovação cultural e social. Compre aqui pelo site da editora.

“Bate Estaca”, de Camilo Rocha

Esta obra de Renan Quinalha mergulha no período mais sombrio da ditadura brasileira para investigar como a moralidade oficial sustentou a repressão aos grupos LGBTQIA+. Utilizando documentos de época e arquivos da Comissão da Verdade, o autor demonstra que embora a perseguição às pessoas queer tenha raízes históricas mais antigas, foi durante o regime iniciado em 1964 que ela se intensificou. Compre aqui pelo site da editora.

“Contra a Moral e os Bons Costumes”, de Renan Quinalha

Considerado o estudo mais completo sobre a homossexualidade no Brasil, Devassos no Paraíso, de João Silvério Trevisan, reúne um texto denso sobre cinema, teatro, política, história, medicina, psicologia, direito, literatura e artes plásticas. Pioneiro em abordar a homoafetividade no país, o livro tornou-se referência fundamental para compreender a trajetória da comunidade LGBTQIA+ e sua presença na cultura e na sociedade brasileiras.

“Devassos no Paraíso”, de João Silvério Trevisan

História do Movimento LGBT no Brasil reconstrói quatro décadas de lutas, conquistas e transformações de um dos movimentos sociais mais influentes do país. Desde a transição política após a ditadura até os dias atuais, a obra detalha como o movimento homossexual evoluiu para o LGBTQIA+, com coletivos e grupos organizados, novas identidades, formas diversificadas de luta e a construção de políticas públicas que ampliaram direitos e reconhecimento social.

“História do Movimento LGBT no Brasil”, organizado por James N. Green, Renan Quinalha, Marcio Caetano e Marisa Fernandes

Pedagogias das Travestilidades revela as estratégias de resistência e os ensinamentos das travestis sobre como desestabilizar regimes de opressão. Maria Clara Araújo dos Passos documenta a trajetória do Movimento de Travestis e Mulheres Transexuais no Brasil, mostrando como elas lutam para que o Estado reconheça sua dignidade e garanta direitos sociais e políticos. Compre aqui pelo site da editora.

“Pedagogias das Travestilidades”, de Maria Clara Araújo dos Passos

Em Rainhas da Noite, Chico Felitti reconstrói as trajetórias de Jacqueline Welch, Andréa de Mayo e Cristiane Jordan a partir de uma pesquisa minuciosa e entrevistas, revelando não apenas os desafios e tragédias que enfrentaram, mas também a ternura, a generosidade e a irmandade que marcaram suas vidas ao longo de 1970 e 2010. Compre aqui pelo site da editora.

“Rainhas da Noite”, de Chico Felitti

TEORIA QUEER

Reunindo textos políticos, filosóficos e literários de Monique Wittig, uma das mais influentes teóricas feministas francesas, O Pensamento Hétero e Outros Ensaios argumenta que a categoria “sexo” é inerentemente política e que a heterossexualidade funciona como um regime político imposto, moldando relações de poder e limitando a expressão do desejo.

A obra é considerada um marco para estudiosos do feminismo, da teoria queer e da crítica social. Compre aqui pelo site da editora.

“O Pensamento Hétero e Outros Ensaios”, de Monique Wittig

Publicado originalmente em 1977 na Itália, Por um comunismo transexual é considerado um marco precursor da teoria queer. Com tom de manifesto político, a obra articula uma visão radical sobre homossexualidade, homofobia e capitalismo, desafiando as abordagens teóricas e políticas dominantes. Ao combinar elementos de utopia e voluntarismo, Mario Mieli propõe uma reflexão sobre a libertação sexual e a necessidade de desconstruir a norma heterossexual, defendendo que a luta pela igualdade erótica é também uma luta política. Compre aqui pelo site da editora.

“Por um comunismo transexual”, de Mario Mieli

Problemas de Gênero é uma das obras acadêmicas mais influentes das últimas décadas, reconhecida tanto por seu impacto quanto pelas controvérsias que provocou. Nele, Judith Butler apresenta uma crítica contundente aos princípios de identidade do feminismo tradicional, questionando a categoria “mulher” e propondo que a identidade seja pensada no plural, e não como uma experiência única e fixa. Compre aqui pelo site da editora.

“Problemas de Gênero”, de Judith Butler

Em Testo Junkie, Paul B. Preciado mistura autobiografia e ensaio filosófico para investigar gênero e sexualidade na contemporaneidade. O livro propõe uma crítica profunda às construções sociopolíticas que definem masculino e feminino, mostrando que a sexualidade é fluida e dinâmica, e não uma condição fixa. Compre aqui pelo site da editora.

“Testo Junkie”, de Paul B. Preciado

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