Boa notícia para quem estiver por São Paulo na noite do próximo sábado (17): a Mamba Negra vai comemorar seus 12 anos de história com uma edição especial e imperdível na tradicional Fabriketa, no Brás. A festa vai durar 12 horas, das 21h às 9h da manhã seguinte, com um lineup de peso ocupando as três pistas.
Gente do calibre de Tasha e Tracie, Irmãs de Pau (convidando Katy da Voz e as Abusadas, Teto Preto, DJ Anderson do Paraíso, DJ Ramemes), o trisal Badsista, Cashu e Kontronatura, Clementaum, Alirio com Valesuchi, Paulete Lindacelva, Instrospekt, CCL, Entrañas e TSVI são os nomes à frente do som. A noite também terá o début de Alma Negrot como DJ da Mamba.

Fundada em 2013, a Mamba Negra nasceu para ser mais que festa: surgiu como movimento autodenominado “underGRANDE”, tornando-se um dos epicentros mais simbólicos da cultura queer e da cena eletrônica independente no Brasil.
Agora, ao completar 12 anos — “o retorno de Júpiter” -, a Mamba se volta aos astros para reafirmar sua missão. “Mergulhamos na temática zodiacal para comemorar estes 12 anos na luta contra o macho astral. A Mamba é assim: ascendente em babado, lua em confusão”, diz Laura Diaz, uma das idealizadoras da festa e vocalista da Teto Preto.
Mais do que um festival, a Mamba é também um gesto político: foi pioneira na adoção da lista trans free, que oferece ingressos gratuitos para pessoas trans, travestis e não-bináries.
“Mais um ano trabalhamos ansioses para esse grande encontro onde a gente combina de se superar, de dar o melhor, de fazer a montação mais icônica juntes para celebrar entre as nossas a cena mais poderosa (e venenosa) do Brasil”, diz Diaz. “A MAMBA é uma ferramenta de protagonismo, reconhecimento, trabalho e construção de redes de afeto.”
Os ingressos para o festival de 12 anos da Mamba Negra estão disponíveis a partir de R$130,00, via Shotgun. Classificação: 18 anos.