A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu na terça-feira (30), por unanimidade, manter a lei que proíbe atletas transexuais de competirem em esportes escolares e universitários em times femininos.
O julgamento avaliava a legalidade de decisões dos estados de Idaho e da Virginia Ocidental e agora abriu precedente para que outros estados adotem políticas semelhantes para proibir meninas e mulheres trans de praticarem esportes em equipes femininas.
Apesar de a Suprema Corte dos EUA ter maioria conservadora, até os três juízes considerados “liberais e progressistas” votaram a favor da proibição e não consideraram que ela fere a Constituição estadunidense nem a lei federal conhecida como Title IX (Título IX), que proíbe a discriminação sexual na educação.
A decisão é vista como uma vitória do governo de Donal Trump, que desde o início do seu segundo mandato tem feito forte oposição aos direitos e às políticas voltadas à inclusão de pessoas LGBTQIA+, especialmente transexuais.
O presidente dos EUA tem criticado há anos a presença de atletas trans em qualquer esporte, especialmente em competições femininas, e já fez uma série de declarações públicas sobre o tema, desde a campanha para o seu primeiro mandato, em 2016.
Como a Híbrida mostrou, desde que foi reeleito, em 2024, houve um aumento exponencial de projetos de lei que atacam os direitos fundamentias de pessoas LGBTQIA+ nos Estados Unidos.
