*Com João Ker

Acostumado a papeis desafiadoras e fora do circuito mais comercial e popular do Projac, Jesuíta Barbosa está prestes a seguir sua Shakira do Sertão, de “Onde nascem os fortes”, com seu primeiro personagem em uma telenovela de formato tradicional na Globo. “Acho que vai ser bom, mas em um ritmo diferente e frenético”, prevê o ator, num papo exclusivo com a Revista Híbrida durante o 17º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

O folhetim escolhido para a estreia é “Verão 90”, obra de Izabel de Oliveira e Paula Amaral que marca ao retorno de Jorge Fernando à direção e tem previsão de ir ao ar em janeiro do próximo ano. Na história, Jesuíta interpretará Jerônimo, filho de Janaína Guerrera (Dira Paes) e antagonista do casal principal, interpretado por Rafael Vitti, na pele de seu irmão João, e Isabelle Drummond como a mocinha Manu.

Jesuíta Barbosa durante a cerimônia de entrega do 17º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (Foto: Ludimilla Fonseca | Revista Híbrida)
Jesuíta Barbosa durante a cerimônia de entrega do 17º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (Foto: Ludimilla Fonseca | Revista Híbrida)

A chegada ao novo formato, ele admite, tem sido repleta de expectativas: “Olha, estou ansioso. Eu nunca fiz novela, mas o convite desse personagem me deixou muito instigado, até por poder criar durante um tempo mais longo do que geralmente acontece. Especialmente com um personagem que é talvez o avesso das coisas pelas quais eu primo, mas que estão dentro de mim também”.

Mas enquanto começa a dar seu primeiro passo nas telenovelas, Jesuíta Barbosa já é praticamente uma figurinha carimbada na produção cinematográfica do Brasil, pelo menos desde que teve uma brilhante e laureada estreia como o Fininho, de “Tatuagem” (Hilton Lacerda, 2013). Este ano, ele integra o elenco de “O Grande Circo Místico”, longa de Cacá Diegues escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira.

Jesuíta Barbosa como o Celaví, de 'O Grande Circo Místico' (Foto: Divulgação)
Jesuíta Barbosa como o Celaví, de ‘O Grande Circo Místico’ (Foto: Divulgação)

“Entretenimento existe para escapar e tem muitos filmes disponíveis aí para fazer rir.
O difícil é fazer um filme de viés político e que a gente possa discutir questões sociais. Eu acho que, nesse filme, o Cacá propõe muito isso de maneira branda e metafórica, mas ele tem esse potencial. No fim das contas, o cinema é para isso”, comenta Jesuíta sobre o trabalho.

Até janeiro, Jesuíta está em fase de preparação para “Verão 90” e, nesse meio tempo, encontrou uma brecha na agenda para participar do projeto “Série Azul”, no qual posou nu para as lentes do fotógrafo Rodrigo Pinheiro. “Foi bom, o Rodrigo tem um trabalho muito bonito, é um fotógrafo que resiste, com uma fotografia experimental e um trabalho artesanal. Topei na hora”, comenta o ator, acrescentando que tirar a roupa não foi um problema: “Eu adoro ficar nu! Fico muito nu em casa; se pudesse, eu estaria nu aqui”.

Foto de Jesuíta para o projeto "Série Azul", de Rodrigo Pinheiro (Foto: Reprodução)
Foto de Jesuíta para o projeto “Série Azul”, de Rodrigo Pinheiro (Foto: Reprodução)