São Paulo recebe, entre os próximo dia 13 e 20, o 27º Festival Mix Brasil, um dos maiores eventos de diversidade do mundo. Como não poderia ser diferente, o tema deste ano é “Persistir, tão apropriado para o cenário político e cultural do país. Com 110 filmes nacionais e internacionais, reunindo títulos de 26 países – incluindo estreias inéditas e longas que já percorreram grandes festivais pelo mundo -, o evento ainda terá atrações de teatro, música, literatura, VR, laboratório audiovisual e conferências. 

Entre as participações confirmadas para esta edição, estão a cantora Marina Lima, tema do documentário “Uma garota chamada Marina”, de Candé Salles, e a homenageada deste ano com o prêmio “Ícone Mix”, já entregue a nomes como Gus Van Sant e João Nery; a atriz holandesa Hanna van Vilet, protagonista da série “Anne+“; uma exibição especial do programa Mundo Mix Holanda; e a talentosíssima Marisa Orth, no comando do “Show do Gongo“, que completa 20 anos em 2019; dentre outros.

Neste ano, a Híbrida é parceira oficial do Festival Mix e, para celebrar, selecionamos 10 longas imperdíveis do Festival, que ocupará espaços como o CineSesc, Spcine Olido, Espaço Itaú Augusta, Centro Cultural São Paulo, MIS, Centro Cultural da Diversidade, Biblioteca Mario de Andrade e o Auditório Ibirapuera. O melhor de tudo: a entrada para as atrações é gratuita!

Confira abaixo 10 destaques imperdíveis na programação do  27º Festival Mix Brasil:

“Retrato de uma jovem em chamas” (Céline Sciamma; França)

Exibido logo na cerimônia de abertura do Mix e já vencedor dos prêmios de Melhor Roteiro e da Queer Palm na última edição do Festival de Cannes, o longa de Céline Sciamma tem conquistado adoradores e críticas calorosas por onde passa. Romance ambientado na França do século XVIII, “Retrato De Uma Jovem em Chamas” conta a história de Marianne (Noémie Merlant), uma jovem artista que é encarregada de pintar, secretamente, um retrato de Héloïse (Adèle Haenel) para seu casamento. Na medida em que começam a conviver uma com a outra, a união entre as duas cresce e se transforma em algo maior do que mera amizade.

“Retrato de Uma Jovem em Chamas”

“Matthias e Maxime” (Xavier Dolan; Canadá)

O mais recente trabalho do canadense Xavier Dolan, que também estreou no Festival de Cannes deste ano e ganhou uma recepção mais mista, é centrado na relação entre os personagens titulares, interpretados por Gabriel D’Almeida Freitas e o próprio diretor, respectivamente. Amigos de longa data, eles têm suas sexualidades questionadas após compartilharem um beijo num curta-metragem que participam.

“Matthias e Maxime”

“O Príncipe” (Sebastian Muñoz; Chile, Argentina, Bélgica)

Após esfaquear seu melhor amigo numa noite de bebedeira, Jaime é sentenciado à prisão. Lá, o jovem se transforma n’O Príncipe, ao conhecer um homem mais velho que lhe ensina sobre amor e lealdade. O filme de Sebastian Muñoz venceu o prêmio de Leão Queer no Festival de Veneza e é uma das grandes estreias do Mix.

“O Príncipe”

“E então nós dançamos” (Levan Akin; Suécia, Geórgia, França)

Escolha da Suécia para representar o país na disputa por Filme Internacional do próximo Oscar, a obra de Levan Akin trata de um jovem dançarino e seus desejos recém-descobertos, até então reprimidos pela sociedade conservadora na ex-república soviética da Geórgia. Críticos têm descrito o longa como uma espécie de coming-of-age, elevado pelo virtuosismo da direção e pela performance de seu protagonista, o novato Levan Gelbakhiani.

“E Então Nós Dançamos”

“Breve história do Planeta Verde” (Santiago Loza; Argentina, Brasil, Alemanha, Espanha)

Vencedor do Teddy Awards de Melhor Filme no Festival de Berlim, “Breve História do Planeta Verde” desponta como uma das atrações mais interessantes desta 27ª edição do Mix Brasil por sua premissa inusitada. A história gira em torno de uma jovem mulher trans (interpretada por Romina Escobar, presença confirmada no Festival), que embarca numa jornada com seus amigos próximos após descobrir que sua recém-falecida avó estava cuidando de um alienígena antes de partir. Direção e roteiro por Santiago Loza.

“Breve História do Planeta Verde”

“Música para morrer de amor” (Rafael Gomes; Brasil)

Em “Músicas Para Morrer de Amor”, as histórias amorosas de três jovens se misturam numa trilha que conta com nomes como Fafá de Belém, Clarice Falcão, Maria Gadu e Tim Bernardes. O romance, dirigido por Rafael Gomes, foi selecionado para o New Fest 2019 – o festival de cinema LGBTQ+ de Nova York – e tem sua estréia nacional no Mix Brasil, onde é um dos concorrentes ao Coelho de Ouro.

“Música Para Morrer de Amor”

“Transamazônia” (Renata Taylor, Débora Mcdowell, Bea Morbach; Brasil)

Outra destaque nacional do Mix, este híbrido de documentário e ficção das autoras Renata Taylor, Débora Mcdowell e Bea Morbach percorre a vida de Melissa e Marcelly, duas travestis que habitam pontos distintos da Rodovia Transamazônica e enfrentam, com suas vivências, os obstáculos da região. Até o dia 08/11, corre uma Vaquinha online para ajudar nas despesas de ida das duas protagonistas para a estréia do filme, em São Paulo. Para contribuir, basta clicar aqui.

“Transamazonia”

“Uma garota chamada Marina” (Candé Salles; Brasil)

Homenageada pelo Festival com o prêmio “Ícone Mix”, Marina Lima também estará presente nos telões das salas de cinema com o documentário dirigido por seu amigo de longa data, Candé Salles. Intercalando diferentes tipos de filmagem em variadas épocas, a obra explora a trajetória – artística e pessoal – de uma das mais cativantes vozes da música brasileira.

“Uma Garota Chamada Marina”

“A Batalha de Shangri-Lá” (Severino Neto, Raphael de Carvalho; Brasil)

Dirigido por Severito Neto e Raphael de Carvalho, este longa, gravado em Cuiabá (Mato Grosso), conta a jornada de João, um jovem executivo do agronegócio que, após perder os pais adotivos, parte na busca de encontrar sua mãe biológica. A aproximação entre os dois traz revelações que os afetarão pelo resto de suas vidas, em discussões sobre tabus e preconceitos. 

“A Batalha de Shangri-lá”

“Que os olhos ruins não te enxerguem” (Roberto Maty; Brasil)

O documentário de Roberto Maty aborda a diversidade de gênero, classe e raça dentro da comunidade LGBTQ+ na cidade de São Paulo. O título também é um dos quatro participantes selecionados para o panorama Vozes do Brasil Real” do Festival. 

“Que Os Olhos Ruins Não Te Enxerguem”

Para conferir as datas, horários e locais de exibição, basta acessar o site oficial do Mix Brasil, com a programação completa do evento.